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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Noite feliz na terra de ninguém: Natal de 1914

No Natal de 1914, em plena Primeira Guerra Mundial, soldados ingleses e alemães deixaram as trincheiras e fizeram uma trégua. Durante seis dias, eles enterraram seus mortos, trocaram presentes e jogaram futebol
por Bruno Leuzinger
Finalmente parou de chover. A noite está clara, com céu limpo, estrelado, como os soldados não viam há muito tempo. Ao contrário da chuva, porém, o frio segue sem dar trégua. Normal nesta época do ano. O que não seria normal em outros anos é o fedor no ar. Cheiro de morte, que invade as narinas e mexe com a cabeça dos vivos – alemães e britânicos, inimigos separados por 80, 100 metros no máximo. Entre eles está a “terra de ninguém”, assim chamada porque não se sobreviveria ali muito tempo. Cadáveres de combatentes de ambos os lados compõem a paisagem com cercas de arame farpado, troncos de árvores calcinadas e crateras abertas pelas explosões de granadas. O barulho delas é ensurdecedor, mas no momento não se ouve nada. Nenhuma explosão, nenhum tiro. Nenhum recruta agonizante gritando por socorro ou chamando pela mãe. Nada.
Você pode continuar lendo na Revista Aventuras na História.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Estudo revela que neandertais cozinhavam e consumiam vegetais

          

Segundo pesquisadores americanos, dieta de homem pré-histórico era mais sofisticada do que se supunha

Pesquisadores dos Estados Unidos afirmam que os neandertais cozinhavam e consumiam vegetais, e seguiam uma dieta bem mais sofisticada do que se supunha.
Cientistas da Universidade George Washington pesquisaram fósseis de neandertais e encontraram grãos e material vegetal cozido entre seus dentes.
A crença até então, apoiada por algumas provas circunstanciais, era de que os neandertais tinham sido grandes consumidores de carne. Análises químicas dos seus ossos sugeriam que eles comiam pouco ou até nenhum vegetal. Continue lendo...

domingo, 26 de dezembro de 2010

O Vietnã de Napoleão

Uma das obras mais visitadas no Museu do Prado, em Madri é um quadro do
pintor Francisco de Goya chamado Os fuzilamentos da Mondoa. Retrata uma cena assustadora ocorrida na noite de 3 de maio de 1808 em Montana Del Príncipe Pio, nos arredores da capital espanhola. Do lado direito do quadro sobre um fundo de tom escuro e pesado, uma fileira de soldados aponta seus fuzis para um grupo de pessoas ajoelhada à esquerda. No centro, uma lanterna no chão projeta um luz fantasmagórica sobre um homem que, de camisa branca calça bege, ergue os braços em direção aos atiradores.
Pede clemência? Tenta explicar alguma coisa? Faz um último ato de protesto? Ninguém nunca saberá. O instante congelado pelas tintas de Goya é de puro medo e desespero.
Aos pés do homem de camisa branca estão empilhados três ou quatro cadáveres cobertos de sangue. Ao seu lado, outras pessoas esperam pelo tiro fatal. Algumas cobrem os olhos. Outras pendem a cabeça, num gesto de resignação. O quadro de Goya é um trágico testemunho dos acontecimentos que abalaram a Península Ibérica no ano em que a família real portuguesa chegou ao Brasil. Na vésperadaquelas execuções em massa, os espanhóis se rebelaram contra a invasão das tropas francesas e a deposição do rei Carlos IV. A repressão foi violenta e implacável.
Entre a tarde do dia 2 e a noite do dia 3, centenas de rebeldes foram fuzilados nos subúrbios de Madri. Começava ali um dos confrontos mais sangrentos das guerras napoleônicas - e que teriam conseqüências profundas para os dois lados em disputa. Entre 1807 e 1814, Portugal e Espanha foram para Napoleão o que o Vietnã seria para os Estados Unidos quase dois séculos depois. Anos mais tarde, já exilado na Ilha de Santa Helena, o próprio Napoleão registraria em suas memórias: "Foi (a guerra espanhola) o que me destruiu. Todos os meus desastres tiveram origem nesse nó fatal".

Este texto é parte integrante do livro 1808 de Laurentino Gomes 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Direto das páginas da história:

Sexta-feira, 9 de Outubro de 1942

Querida Kitty!

Hoje só te posso dar notícias tristes e deprimentes.
Os nossos amigos e conhecidos judaicos são deportados
em massa. A Gestapo trata-os sem a menor consideração.
Em vagões de gado leva-os para yVesterbork, o campo
para judeus. Westerbork deve ser um sítio horrível. Estão
lá milhares de pessoas e nem há sequer lavatórios nem W.C.
que, de longe, cheguem para todos. Conta-se que as pessoas
dormem em barracas, homens, mulheres e crianças,
todos misturados. Não podem fugir: quase todos se podem
identificar pelas cabeças rapadas ou então pelo seu tipo
judaico.
Se já na Holanda as coisas se passam deste modo, como
há-de ser então nos sítios longínquos para onde levam
essa gente? A emissora inglesa fala de câmaras de gás.
De qualquer forma talvez seja a câmara de gás a maneira
mais rápida de se morrer... A Miep falou-nos de acontecimentos
terríveis e está excitadíssima. Ainda há pouco
encontrou, em frente da sua porta, uma velhinha manca.
Estava à espera do automóvel da Gestapo que recolhe as
pessoas umas após outras. A velha tremia de medo. Os
canhões da defesa atroavam os ares. Os raios dos projectores
cruzavam-se no céu, a trovoada dos aviões ingleses ecoava
entre as casas. Mas a Miep não teve coragem de arrastar
a mulherzinha para dentro da sua casa. Os alemães castigam
com dureza tais procedimentos.
Também a Elli está desanimada e triste. O seu noivo
foi levado para trabalhar na Alemanha. Ela receia que o
seu Dirk possa ser atingido quando há bombardeamentos.
Os aviões ingleses despejam milhões de quilos de bombas.
Piadinhas como: "Descansem, não lhes cairá em cima um milhão delas", ou "só uma bomba
chega bem", acho-as
grosseiras. O Dirk não foi o único que teve de partir.
Todos os dias saem comboios de jovens, forçados a ir.
Um ou outro consegue fugir pelo caminho ou "mergulhar",
mas são tão poucos! A minha cantiga triste ainda não
acabou. Já ouviste falar em reféns? Pois inventaram esta
coisa requintada. Parece-me o pior de tudo o que inventaram.
Gente inocente é presa. Se em qualquer parte se
dá uma "sabotage" e os autores não se encontrarem, fuzilam
simplesmente alguns dos reféns. Depois publicam a
notícia no jornal. E lembrar-me que também já fui alemã!
Hitler tirou-nos a nacionalidade há muito. Entre aquela
espécie de alemães-os hitlerianos-e os judeus existe uma
inimmizade como não pode haver mais forte em todo o
Mundo!
Tua Anne.

Do livro: O Diário de Anne Frank

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Tempestade desenterra estátua romana em Israel


Uma tempestade que atingiu a cidade israelense de Ashkelon revelou uma estátua romana que estava enterrada havia séculos.
A escultura feminina de mármore branco foi encontrada por um transeunte depois que uma tempestade na costa israelense derrubou parte de um rochedo.
A obra tem 1,2 m de altura e pesa 200 kg. Segundo a autoridade que cuida das antiguidades de Israel, a estátua tem entre 1,8 mil e 2 mil anos.
A porta-voz da entidade, Yoli Schwartz, disse que, embora sem os braços e a cabeça, a estátua conta com "sandálias delicadamente esculpidas" e intactas.
O órgão de antiguidades já levou o achado para uma série de testes e estudos.
Por outro lado, a tempestade danificou outros sítios arqueológicos, como o porto romano de Caesarea. As autoridades devem visitar a área para avaliar os danos.
Esta matéria bem como a fotografia foram originalmente publicados no site da BBC BRASIL

Cabeça embalsamada é de rei da França do século XVII, dizem cientistas

Cabeça do Rei Henrique IV, morto em 1610, estava nas mãos de colecionadores.

Da BBC via G 1


Cientistas franceses dizem ter encontrado a cabeça embalsamada do rei francês Henrique IV, que foi assassinado em 1610 aos 57 anos, após nove meses de testes.
A cabeça foi perdida depois que a capela real de Saint Denis, nos arredores de Paris, foi saqueada durante a Revolução Francesa em 1793. Desde então, ela circula entre colecionadores.
A equipe, que reuniu pesquisadores de diversas áreas, identificou as feições do rei com base em retratos da época, usando as mais recentes técnicas forenses.
Uma lesão perto do seu nariz, a orelha furada e um ferimento na face de uma tentativa de assassinato anterior foram algumas das marcas identificadas.
A descoberta foi anunciada na publicação especializada "British Medical Journal".


Conservação
Segundo os cientistas, as técnicas usadas no embalsamento da cabeça são condizentes com a época em que Henrique IV viveu.

No entanto, não foi possível usar o teste de DNA na análise, já que não havia amostras livres de contaminação.
A equipe, liderada pelo patologista forense e arqueólogo Philippe Charlier, disse que a cabeça tinha 'cor marrom clara, a boca aberta e olhos parcialmente fechados'.
A análise dos pesquisadores mostrou que a cabeça estava bem preservada, com todos os tecidos frágeis e órgãos internos conservados.
O rei Henrique IV era um dos favoritos da França. Ele se converteu ao catolicismo para acabar com a guerra religiosa no país, mas foi morto por um católico fundamentalista.
Henrique foi o primeiro monarca da casa dos Bourbon, que inclui seu neto Luís XIV, o rei Sol.
Sua cabeça será enterrada novamente na Basílica de Saint Denis no próximo ano, após uma missa nacional e um funeral

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Os santos celebram o natal

São João Grandão e São José Ruela

‘Código’ revelaria identidade da Mona Lisa, diz pesquisador

Um pesquisador italiano diz ter encontrado um código secreto incluído na pintura Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, que poderia ajudar a revelar a identidade da modelo retratada no quadro.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Mudanças climáticas colocam em perigo tesouros arqueológicos

Em outros casos, aquecimento do planeta ajudou a revelar artefados perdidos em geleiras

AFP
Múmias decompostas na Sibéria, pirâmides enterradas na areia no Sudão, templos maias que implodem: as mudanças climáticas podem destruir vários tesouros arqueológicos, mas também podem revelar novas decobertas, como "Oetzi", guerreiro da Idade da Pedra encontrado em 1991 em uma geleira nos Alpes.
O degelo, por exemplo, ameaça vestígios de kurgans, tumbas da época dos Escitas, na Ásia Central, garantiu Henri-Paul Francfort, que chefia uma missão francesa nesta região para estudar os restos desta civilização nômade nas montanhas de Altai, na Sibéria.
Leia a matéria completa na revista Isto é
Mentirinhas

Para OCDE, alunos do Brasil têm leitura semelhante à de Trinidad e Tobago

Daniela Fernandes
De Paris para a BBC Brasil
Os estudantes brasileiros ficaram em 51° lugar no ranking de leitura entre 65 países, segundo indica uma pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgada nesta terça-feira.

Calma que eu logo chego aí

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Jornalista encontra manuscrito de Da Vinci 'perdido' em biblioteca na França

Documento estava em acervo da instituição havia mais de um século.
Peça foi revelada nesta segunda-feira (6) na cidade de Nantes. NO G1

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A ARQUEOLOGIA DOS TEMPOS ANTIGOS

Assista entrevista muito interessante com peças da antiguidade ainda desde os tempos de Jesus Cristo, clique aqui.